terça-feira, 23 de março de 2010
SOMOS PEQUENOS DO TAMANHO DO UNIVERSO (Tratado da Ausência de Braga)
Lá pra onde você vai
Menina de Braga
Até lua é a mesma
A única diferença
É que não estaremos de rostos colados
Pra ver a claridade.
Lá pra onde você vai
Menina de Assis
O céu também é o mesmo
A única diferença
É que não poderemos voar
Pra perto de nossas janelas.
Lá pra onde você vai
Não se esqueça de nós
Por que lá pra onde eu vou
Estarei com você
Sentindo o seu cheiro inesquecível!
ONTEM BRIGUEI COM O VENTO
Depois de levar adubo para o vaso de violeta de outono
Que lhe dei no último verão.
Depois de lavar a taça de vinho que tomamos juntos, risos nos olhos.
Depois que ela escorregou de minhas mãos, caiu, e estilhaçou cristais,
Confesso que fiquei sem graça.
Mesmo assim depois do beijo, mesmo assim depois do abraço
Fui pra minha casa levando o seu cheiro comigo.
Ao virar a esquina encontrei com o vento
Ele quis porque quis me tomar o seu cheiro
Protegi até onde pude
Foi preciso muita paciência
Ele ventando, insistia,
Não teve outra saída, brigamos
Até meus cabelos ficaram assustados
Eu quase sem fôlego disse pra ele:
Esse cheiro é só meu
Até o dia em que eu puder abraçar e beijar a Yoko Ono
E levar comigo pra debaixo do meu travesseiro
Um pedaço do seu bem!
21-03-2010
Que lhe dei no último verão.
Depois de lavar a taça de vinho que tomamos juntos, risos nos olhos.
Depois que ela escorregou de minhas mãos, caiu, e estilhaçou cristais,
Confesso que fiquei sem graça.
Mesmo assim depois do beijo, mesmo assim depois do abraço
Fui pra minha casa levando o seu cheiro comigo.
Ao virar a esquina encontrei com o vento
Ele quis porque quis me tomar o seu cheiro
Protegi até onde pude
Foi preciso muita paciência
Ele ventando, insistia,
Não teve outra saída, brigamos
Até meus cabelos ficaram assustados
Eu quase sem fôlego disse pra ele:
Esse cheiro é só meu
Até o dia em que eu puder abraçar e beijar a Yoko Ono
E levar comigo pra debaixo do meu travesseiro
Um pedaço do seu bem!
21-03-2010
TELEFONE (Tratado das Comunicações)
Antigamente quando eu precisava telefonar pra minha namorada
Era preciso que eu estivesse em casa
O telefone era fixo
Era mais preciso ainda,
Que ela também estivesse em casa ou no trabalho.
Hoje em dia inventaram o celular
Posso dizer a qualquer momento que a amo
Só não tenho a certeza se ela me quer
Mas que eu posso dizer,
Isso eu posso, se ela atender.
E ainda posso enviar mensagens
Que ao chegarem
São avisadas com um beep que ela mesmo escolher
Ela vai ler e não vai responder.
O mundo ficou moderno, o amor também
Um diz que sim
O outro diz que não.
Assinar:
Comentários (Atom)

