sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Carpe Diem, Adélio ao seu Tempo

Todos os homens são iguais
Mas alguns são músicos!
Gostam de mulheres afinadas,
Finas e verdadeiramente gostosas!
Acredito no que eu quiser
Até em amigo falso,
Vitrines e Papai Noel
Presentes e embrulhos
O meu natal sou eu quem faço!
Nunca estive no lugar certo
Na hora certa
Isso tem sido o melhor até aqui!
Fui bento com água límpida!
Ao abrir os olhos para o mundo
Entendi que todos os homens são iguais
Mas alguns são músicos!
Vivemos com esse maravilhoso defeito,
Criando acordes para um mundo desafinado.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

AQUI


Aqui ela ficava sentada colhendo estrelas!
Guardava em seu quarto
E me presenteava nos meses de junho!
Foram tantas que hoje divido
Estrelas de todos os tamanhos!
Saudades, sombras e claridades!
Ganhar estrelas só pode ser presente de MÃE!
Um dia eu tive mãe, podem acreditar!

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Pense Nisto


O espirro é um acidente nasal
A lágrima é um acidente salgado
A saudade é um acidente previsto
Pense nisto...
E a mulher:

É um acidente perfeito!

quinta-feira, 19 de março de 2015

Antes de Levantar

Dentro do quarto
Pergunto ao teto
O que irei fazer
Ainda pela manhã
Antes de levantar.

Não sonhei esta noite
Apenas ouvi o som da saudade.

Preciso levantar e lavar o coração
A água deve ser fervente.

Porém antes de levantar
Preciso organizar o dia
Não devo caminhar
Debaixo das árvores secas
Em ruas sem sombras
Esperando acontecer
O que é a sua falta
Que não faz falta alguma.

quarta-feira, 11 de março de 2015

Madrugando pela Rua Goiás

Pelas portas fechadas
Você não entrou pra me ver.
Pelo ventre dos versos
O aroma das madrugadas.

Pela Rua Goiás
Onde me embriaguei
Com os maiores poetas
Desta pequena cidade.
Pelas grutas do tempo
Onde me fiz bem claro.

Pelas portas dos bares
Onde cansei minhas pernas
Observando as mulheres.
Pelos os copos suados
Onde gastei meus dedos
Esperando acontecer
Atrás dos edifícios
A alvorada.
Pelas manhãs de domingo
Pra você que não pertence
Mais a este mundo.

Pelos cães vira latas poetas
Que jogam o lixo no chão
E você fazendo versos nobres?
Pelo toco de cigarro
Que tragou a Souza Cruz.
Pelos banheiros encardidos
De urinas bêbadas.
Pelos poetas que só voltam pra casa 
Com o dia amanhecendo.

Pelo bocejo dos becos escuros da Rua Guaicurus.
Pelos tempos sombrios
Onde os gatos se arranham
Nos telhados do prazer.
Pelo canto dos homens
Um coral de vozes tristes.
Pelas madrugadas do perigo
Onde nas ruas assassinam
Com um sobrenome “ASSALTO”


Para o engraxate BORORÓ!