Da Espanha nada quero
Prefiro a dança da espanhola
Atento ao canto da fauna
Conforme meu timbre menino
Feito aguias voando
Pelos montes cantábricos.
Da Espanha nada quero
Prefiro o canto dos touros
Enquanto eu bebo nas praças
Enquanto houver castanholas
Nas mãos Lorenas
Bonitas meninas.
Da Espanha nada quero
Prefiro os peixes do Guadalquivir
E se alguém já nadou
No Tejo, no Douro ou no Guadiana
Sem se afogar, não grite
Apenas sustente a voz do fôlego.
Da Espanha nada quero
Prefiro a flora espanhola
Dos carvalhos, castanheiros
Bétulas, faias e freixos
Que dão sombra para as formigas
Enquanto eu durmo de olhos Cervantes.
Da Espanha nada quero
Prefiro a rua de Alcalá
Agora Tirso de Molina
Me conta versos fascinantes
Sobre Don Juan
“El burlador de Sevilla”.
Da Espanha nada quero
Prefiro ver Madrid
Presenteando o coração
Dos homens.
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2 comentários:
Parabéns Adélio. Está muito bom, os poemas belos.
Vamos ver se nos encontramos qualquer dia.
Abraço!!
Guabiroba
Belo poema, Adélio. Gostei muito. Venho retribuir a sua simpática visita, movida por esta curiosidade: de onde conhece a minha irmã? É só do blog dela ou conhece pessoalmente?
Um beijo
Ana
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