quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Da Espanha Nada Quero, Ao Norte Do Meu Peito Uma Espanhola - 1982

Da Espanha nada quero
Prefiro a dança da espanhola
Atento ao canto da fauna
Conforme meu timbre menino
Feito aguias voando
Pelos montes cantábricos.

Da Espanha nada quero
Prefiro o canto dos touros
Enquanto eu bebo nas praças
Enquanto houver castanholas
Nas mãos Lorenas
Bonitas meninas.

Da Espanha nada quero
Prefiro os peixes do Guadalquivir
E se alguém já nadou
No Tejo, no Douro ou no Guadiana
Sem se afogar, não grite
Apenas sustente a voz do fôlego.

Da Espanha nada quero
Prefiro a flora espanhola
Dos carvalhos, castanheiros
Bétulas, faias e freixos
Que dão sombra para as formigas
Enquanto eu durmo de olhos Cervantes.

Da Espanha nada quero
Prefiro a rua de Alcalá
Agora Tirso de Molina
Me conta versos fascinantes
Sobre Don Juan
“El burlador de Sevilla”.

Da Espanha nada quero
Prefiro ver Madrid
Presenteando o coração
Dos homens.

2 comentários:

Adélio do Tempo disse...

Parabéns Adélio. Está muito bom, os poemas belos.
Vamos ver se nos encontramos qualquer dia.
Abraço!!
Guabiroba

ana v. disse...

Belo poema, Adélio. Gostei muito. Venho retribuir a sua simpática visita, movida por esta curiosidade: de onde conhece a minha irmã? É só do blog dela ou conhece pessoalmente?

Um beijo
Ana